Em plena pandemia, as Cooperativas de Crédito continuam crescendo

Em 2021, o mercado financeiro nacional passou por importantes transformações. Um exemplo é o fortalecimento do PIX como meio de pagamento. Este ano de 2022 tem tudo para ser o ano das Cooperativas de Crédito.

As cooperativas de crédito são instituições integrantes do Sistema Financeiro Nacional (SFN) que oferecem produtos e serviços similares aos de bancos tradicionais. Só que as cooperativas são formadas por seus associados e não visam ao lucro. Além de cobrar taxas bem menores do que as de bancos, distribuem sobras quando há resultados positivos e ainda oferecem outras vantagens.

O próprio Banco Central reconhece o importante papel das cooperativas do ramo para ampliar a inclusão financeira dos brasileiros, e estimular sua educação nesta área. Por isso, o BC deseja que as cooperativas financeiras consigam expandir seu alcance, chegando a 22% de participação, ainda neste ano.

As cooperativas de crédito seguem crescendo e já conseguem aglutinar cerca de 13,5 milhões de associados. Em 2020 esse número era de 11,9 milhões. Elas são uma opção mais justa para pequenos negócios na hora de obter empréstimos, em virtude das taxas de juros mais baixas que oferecem e do aumento. Se fossem um banco, seriam o sexto em tamanho de carteira, no Brasil.

É com base nesse ritmo crescente de expansão do cooperativismo financeiro pelo país que surge a ideia de que 2022 será o ano das cooperativas de crédito. O modelo pautado nas relações traz benefícios não só para o cooperado como indivíduo, mas também para todos que estão inseridos em seu ecossistema.

A transformação física e digital das cooperativas financeiras é outro ponto que deve ser levado em conta por essas instituições em seu caminho de expansão.

É preciso levar em conta ainda que, em 2022, entram em vigor as novas regulamentações, relativas a riscos ambientais, sociais e climáticos para o Sistema Financeiro Nacional, publicadas pelo Banco Central em setembro do ano passado.

As cooperativas, devido aos próprios princípios do movimento, já costumam atuar de maneira mais sustentável, com alta consciência socioambiental. É possível, inclusive, que essas instituições venham a servir de exemplo para outras do setor, demonstrando que é possível, sim, oferecer produtos e serviços financeiros com condições mais justas e de forma mais humana, trazendo benefícios para todos.