Belo Horizonte, 03 de Fevereiro de 2023

Perda de Memória

A memória é muito importante para nós e identifica quem somos. Lembramos da nossa infância e de momentos marcantes da nossa vida, por meio da memória de longo prazo; mas também de assuntos corriqueiros do nosso dia a dia, por exemplo, o que almoçamos ontem, utilizando a memória de curto prazo.

Quando o paciente passa a apresentar esquecimento ou mesmo, com frequência, não consegue se lembrar de certas coisas, ele pode estar apresentando um mau funcionamento do cérebro.

É importante ressaltar que certos esquecimentos são comuns. Às vezes, o cérebro simplesmente não consegue encontrar o local onde armazena determinada informação ou o paciente não prestou a devida atenção no que acontecia em determinado momento e, agora, não consegue se lembrar.

Para que o paciente, de fato, passe por uma avaliação para perda de memória, ele deve apresentar sinais mais impactantes, como:
• Não se lembrar o dia da semana ou mesmo o ano em que estamos;
• Esquecer caminhos e trajetos de lugares conhecidos e frequentados com frequência;
• Ao conversar, ter dificuldade para encontrar as palavras corretas para encaixar em uma frase;
• O paciente perde objetos de uso pessoal que já têm um local determinado na casa;
• Com frequência o paciente conta as mesmas histórias ou repete determinados comentários;
• O paciente pergunta a mesma informação várias vezes e em um pequeno intervalo de tempo.

Alguns pacientes também podem apresentar uma perda de memória temporária, por exemplo, após um evento traumático ou mesmo como consequência do abuso de álcool – mas essas condições costumam não requerer um tratamento médico mais aprofundado, como é o caso de quem apresenta episódios frequentes.

Quais são as causas mais comuns de perda de memória?
De modo geral, podemos afirmar que a perda de memória é causada por algum tipo de equívoco no funcionamento do cérebro. Seja porque ele armazenou a informação no local incorreto ou porque apresenta processos degenerativos. Existem inúmeras causas para a perda de memória.
Entre as causas mais comuns da perda de memória, podemos destacar o envelhecimento. Ainda, pacientes que sofrem de elevados níveis de estresse e ansiedade também podem sofrer dessa perda de memória, assim como pacientes com dificuldades relacionadas ao foco e à concentração.
O uso de determinados medicamentos, como ansiolíticos, sendo utilizados para tratar a ansiedade e o abuso de drogas, álcool e outras substâncias ilícitas, também podem causar frequentes problemas de memória.
Por fim, não dormir corretamente e não ingerir a quantidade certa de vitaminas (especialmente a vitamina B12) também pode, a longo prazo, trazer ao paciente problemas de memória.

Quais doenças podem ser associadas à perda de memória?
Várias doenças podem ser associadas à perda de memória. A depressão, por exemplo, pode fazer com que pacientes tenham dificuldades de memória, assim como o hipotireoidismo.
Doenças associadas ao envelhecimento, como a demência e o Mal de Alzheimer, também são comumente associadas à perda de memória, já que esse é um de seus sintomas clássicos.

Como é o tratamento da perda de memória?
O tratamento da perda de memória depende do que está causando a condição. Em pacientes onde é possível determinar que a causa desse sintoma é uma doença – como estresse, ansiedade ou hipotireoidismo -, de modo geral, ao tratar essas condições gerais, a memória do paciente volta a ganhar suas características originais.

Nos pacientes com Mal de Alzheimer ou Demência, o uso de medicamentos, aliado ao acompanhamento com terapeutas ocupacionais, podem ajudar na preservação das características atuais da memória do paciente.

De modo geral, adotar um estilo de vida saudável, com a alimentação correta e a prática de exercícios físicos, aliados com atividades que ajudam a manter o cérebro ativo – como a leitura ou a realização de jogos, por exemplo, palavras cruzadas -, são boas estratégias para ajudar a preservar a memória.

Fonte: Rede D’Or