Belo Horizonte, 26 de Fevereiro de 2026

INÍCIO DE ANO EXIGE ATITUDE SEM IMPROVISO

INÍCIO DE ANO EXIGE ATITUDE SEM IMPROVISO

O primeiro trimestre do ano concentra despesas que pressionam diretamente o orçamento familiar. IPVA, IPTU, licenciamento, material escolar, reajustes de serviços, compromissos acumulados do cartão de crédito e reflexos das festas de fim de ano chegam quase simultaneamente. Não é surpresa. Acontece todos os anos. Justamente por isso, não pode ser tratado como imprevisto.

O problema não está nas obrigações, mas na falta de preparo para enfrentá-las. Quando não há planejamento, surgem decisões impulsivas: parcelamentos longos demais, uso exagerado do crédito, antecipações sem cálculo e novos compromissos assumidos em momento inadequado. O que deveria ser um trimestre mais apertado acaba se transformando em um ano inteiro de dificuldade.

É preciso agir com método. O primeiro passo é simples: colocar no papel todas as despesas dos próximos noventa dias. Saber exatamente quanto entra e quanto sai elimina ilusões e evita decisões baseadas apenas na ansiedade. Em seguida, priorizar o que é obrigatório e essencial. O que pode ser adiado com segurança deve ser reavaliado. Reduzir temporariamente gastos não essenciais não significa retrocesso, significa responsabilidade.

Outra medida importante é evitar assumir novas prestações nesse período. Antes de qualquer parcelamento, a pergunta deve ser objetiva: cabe no orçamento real ou apenas parece caber? Se for necessário recorrer ao crédito, que seja com cálculo claro de prazo, taxa e impacto mensal. Crédito consciente é ferramenta. Crédito desorganizado é armadilha.

Também é recomendável revisar pequenos gastos recorrentes que passam despercebidos. Assinaturas pouco usadas, compras por impulso e despesas automáticas podem representar valores significativos ao longo de três meses. Ajustes simples produzem resultado concreto.

A organização financeira tem reflexo direto na saúde emocional. Preocupação constante, tensão e insônia muitas vezes nascem da incerteza. Quando o cooperado assume controle da própria situação, mesmo que o cenário seja apertado, a tranquilidade aumenta. Controle gera segurança.

O cooperativismo fortalece a responsabilidade individual que protege o coletivo. Informação, disciplina e planejamento não eliminam desafios, mas reduzem riscos.

O início do ano não pede improviso. Pede clareza, decisão e equilíbrio. Organizar agora é atravessar o trimestre com dignidade. Planejar hoje é evitar aperto amanhã.


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