CONSCIÊNCIA DIANTE
DE EXTREMOS CLIMÁTICOS
A água é silenciosa quando está no seu lugar. Corre nos leitos, alimenta as raízes, refresca as cidades, sustenta a vida e cumpre sua missão sem alarde. Mas quando é ignorada, desrespeitada ou empurrada para fora do seu caminho natural, ela volta de forma devastadora.
O Dia Mundial da Água não é apenas um convite à economia doméstica ou à preservação das nascentes. É também um chamado à reflexão sobre os extremos que vivemos. De um lado, a seca que racha a terra e esvazia os reservatórios. De outro, as enchentes que invadem casas, arrastam histórias, transformam ruas em rios de desespero.
Nas grandes cidades a água que falta no inverno pode ser a mesma que transborda no verão. Muitas vezes como resposta a escolhas humanas: rios canalizados e esquecidos, encostas ocupadas sem cuidado, áreas verdes transformadas em concreto, lixo acumulado onde deveria haver escoamento.
É verdade que nem toda catástrofe é fruto direto da ação humana. A natureza tem seus próprios ciclos, sua força ancestral, sua imprevisibilidade. Mas também é verdade que, em muitos casos, agravamos o que poderia ser apenas um fenômeno natural. Transformamos chuvas fortes em tragédias anunciadas.
A água não se revolta, ela apenas reage. Procura seu espaço, seu fluxo. Quando não encontra, rompe. Quando é impedida, transborda. E quem paga a conta, quase sempre, são os mais vulneráveis. São as famílias que perdem o pouco que têm. São os trabalhadores que veem a rotina interrompida. São os idosos que carregam lembranças molhadas de lama. São crianças que aprendem que a natureza, quando ferida, reage .
Falar de água, hoje, é falar de responsabilidade coletiva. Não basta culpar o céu pelas chuvas nem o clima pelas secas. É preciso reconhecer o quanto nossas cidades cresceram sem escutar a geografia, sem respeitar os rios, sem planejar o futuro.
Preservar a água é, também, prevenir o desastre. É cuidar das nascentes, sim, mas é também repensar o urbanismo, rever hábitos, exigir políticas públicas responsáveis, educar para o cuidado. A água
que hoje jorra destruidora é a mesma que ontem ignoramos em sua importância vital. O maior ensinamento é entender que a natureza não é inimiga. Mas também não é indiferente. Ela responde.
Neste 22 de março, o apelo não é apenas para economizar cada gota. É para compreender cada enchente, cada deslizamento, cada crise hídrica como sinais de um diálogo interrompido entre o homem e o mundo que o sustenta. A água não nos ameaça. Ela nos lembra, com força crescente, que somos apenas hóspedes e não donos da Terra.
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