Mãe não cabe em moldura
O Dia das Mães costuma vir embalado em frases bonitas, bem-intencionadas, e quase sempre repetidas. Mãe não cabe só nisso. Mãe não é frase pronta. É prática. É improviso. É presença no meio do caos. É quem acalma quando tudo parece desabar e, no minuto seguinte, cobra firme quando é preciso. É quem diz “vai dar certo” sem ter certeza e, mesmo assim, ajuda a fazer dar certo.
Mãe erra e acerta. Recomeça, cansa e continua. Nem sempre tem resposta. Mas não abandona. Nem sempre acerta de primeira. Mas insiste, porque desistir nunca foi opção. E faz tudo isso, muitas vezes, em silêncio. Sem plateia. Sem aplauso.
Mãe é o tipo de presença que não vai embora. Fica. Fica no jeito de falar que a gente repete sem perceber. Nos conselhos que só fazem sentido anos depois. Nas lembranças simples que não se apagam.
Às vezes, nem precisa estar por perto para continuar ali. Porque mãe não ocupa espaço, ocupa a vida. Mãe é quem cuida. Quem orienta. Quem protege. Quem chega na hora certa e, de algum jeito, nunca mais sai.
No meio da correria, das contas, das pressas e dos ruídos, mãe ainda é ponto de equilíbrio. É onde a vida desacelera e volta a fazer sentido.
Talvez o desafio do Dia das Mães seja esse: tentar resumir o que é permanente em apenas um dia. Porque mãe não é data. É fundamento. É continuidade.
E, acima de tudo, é aquilo que permanece, mesmo quando todo o resto muda.
Avenida Paraná, 485 - 5º andar
Centro - CEP 30120-020
Belo Horizonte/MG.